Antonio Evaristo de Moraes

Antonio Evaristo de Moraes era advogado criminalista e historiador, filho de Basílio Antonio de Moraes e Elisa Augusta de Moraes. Estudou no colégio beneditino mantido na então Capital do Império, onde posteriormente lecionou, a partir do ano seguinte à sua formação ali, em 1886.

Foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Imprensa e em 1890 participou da construção do Partido Operário, primeira agremiação partidária de caráter socialista da História do Brasil.

Estreou no júri no ano de 1894. Após 23 anos de prática forense, aos quarenta e cinco de idade, veio finalmente a formar-se em Direito, sendo na ocasião o orador de sua turma.

Na década de 1910 atuou na defesa dos marinheiros rebelados da Revolta da Chibata. Tornou célebre a campanha pela anistia dos presos, que somente suspenderiam a revolta se o governo brasileiro não cometesse represálias contra os rebeldes, acordo este não cumprido. Foi advogado de defesa de João Cândido Felisberto, o marinheiro conhecido como "Almirante Negro" *, pela sua formidável campanha estratégica na condução da rebelião, imortalizado como o militar de menor patente a derrotar a Marinha em vários episódios da Revolta da Chibata.

* (a patente era apenas simbólica. Fora nomeado assim pelos companheiros)

Em 1920 Antônio Evaristo de Moraes fundou o Partido Socialista e foi o principal responsável pela sua participação na Segunda Internacional, notabilizando-se como o primeiro partido brasileiro a se filiar à Internacional Socialista. Evaristo se notabilizou ao defender a tese de que os intelectuais de esquerda tinham uma obrigação revolucionária de se aliar com a classe operária a fim de ajudá-la na intervenção socialista na política.

Especializou-se na defesa trabalhista, embora tenha se notabilizado no tribunal de júri. Graças ao seu histórico em defesa das questões laborais, integrou o Ministério do Trabalho, inovação criada por Getúlio Vargas, colaborando na consolidação das Leis trabalhistas.