Jornalista doa livro sobre "Principe de Astúrias" para o Instituto Histórico e Geográfico de Santos
José Carlos Silvares, autor da obra, pesquisou por 25 anos o tema.

Silvares entrega nas mãos do presidente Paulo Monteiro
o exemplar que estará à disposição do público na Biblioteca do IHGS.
O jornalista José Carlos Silvares doou um exemplar de seu livro "Principe de Asturias", editado com primor de livro europeu pela editora Magma. Tem 264 páginas e 228 imagens, a maior parte delas inéditas.
O jornalista passou 25 anos pesquisando no Brasil e no exterior para lançar o livro-reportagem “Príncipe de Astúrias – Mistério nas Profundezas”, pela editora Magma Cultural.
O livro resgata a história do maior naufrágio de todos os tempos no Brasil e no Atlântico Sul, o do transatlântico espanhol “Príncipe de Astúrias”, que naufragou em condições misteriosas em plena Primeira Guerra Mundial, em março de 1916, nos rochedos de Ilhabela, litoral de São Paulo.
Pelas condições do naufrágio o caso deixou um rastro de mortos e mistérios. Sua história com relatos de personagens que viveram a tragédia aparece pela primeira vez em livro. São 264 páginas e 228 imagens, muitas delas inéditas mostrando o interior do navio, suas instalações luxuosas e fotografias dos seus tripulantes e passageiros. É uma edição luxuosa, de qualidade primorosa, capa dura, tamanho 22 x 31 cm e que se iguala aos melhores livros europeus.
“É um livro de arte com teor de jornalismo investigativo. Um livro-reportagem. Foi um trabalho de 25 anos, que mostra em detalhes o que aconteceu antes, durante e depois do naufrágio”, conta Silvares, que visitou a Espanha, a Argentina, muitos arquivos e bibliotecas e a casa de parentes das vítimas à procura de informações. “É um trabalho de fôlego, mas o resultado foi fantástico. O livro praticamente encerra tudo sobre o navio”.
Silvares uniu-se ao editor Luiz Felipe Heide Aranha Moura, da Magma Cultural, de São Paulo, mergulhador que visitou várias vezes os destroços, se tornou aficionado pelas histórias e escreve um capítulo sobre o navio no fundo do mar.
Nesse levantamento descobriu-se que o número de vítimas (oficialmente, 445) pode ser ainda maior pela existência já comprovada de muitos clandestinos que fugiam dos horrores da Primeira Guerra Mundial, como a família do ator global Herson Capri.
Há também personagens que se tornaram heróis, como a jovem espanhola Marina Vidal Castro, que ajudou a salvar um brasileiro a bordo, e outros que lutaram com todas as forças e com métodos violentos para sobreviver. Alguns dos sobreviventes relatam o terror que passaram nos cinco minutos do naufrágio e do medo da escuridão e das ondas que os tragavam para o fundo.
Mais informações no site da editora, www.magmacultural.com.br.
PRINCIPE DE ASTÚRIAS

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