INSTITUTO HISTÓRICO PROMOVE PALESTRA SOBRE A PARTICIPAÇÃO SANTISTA NA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

A grave situação dos 87 dias da Revolução Constitucionalista de 1932 será o tema-chave da palestra do professor Ney Paes Loureiro Malvasio, mestre em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que acontece nesta segunda-feira, dia 6 de julho, a partir das 19 horas, na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Santos (Avenida Conselheiro Nébias, 689- Boqueirão). Malvasio vai abordar, de forma bastante simples, como o movimento mexeu com os brios da população santista, uma das mais envolvidas no conflito.

A Revolução Constitucionalista de 1932, também conhecida como Guerra Paulista, ocorreu entre os meses de julho e outubro daquele ano. Na ocasião, o Estado de São Paulo defendia a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil. O conflito foi uma resposta do povo paulista à Revolução de 1930, que levou o próprio Vargas ao poder. Com o gaúcho na presidência, os estados brasileiros perderam a autonomia que gozavam durante a vigência da Constituição de 1891. O golpe de 1930 também impediu a posse do governador de São Paulo Júlio Prestes, eleito nas urnas, na presidência da República e derrubou do poder o então ocupante do posto, Washington Luís.

A Guerra Paulista durou 87 dias, (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último dois dias depois da rendição paulista), e deixou um saldo de 934 mortos, em números oficiais. Estimativas não oficiais, entretanto, reportam 2.200 mortos. Inúmeras cidades do interior paulista foram alvos dos exércitos aliados a Getúlio.

Por tudo isso o dia 9 de julho acabou se tornando a data cívica mais importante do estado de São Paulo e virou feriado estadual. A Revolução Constitucionalista de 1932 foi a primeira grande revolta contra o governo de Vargas e o último grande conflito armado ocorrido no Brasil.

O palestrante

Ney Paes Loureiro Malvasio é santista de nascimento (1975). É formado em história pela Universidade Católica de Santos (Unisantos) e se tornou mestre pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Primeiro Tenente do Exército, faz parte do Quadro Complementar de Oficiais, na área de história. É condecorado com a medalha Marechal Trompowsky, de mérito magistério militar. Também é formado em publicidade.