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No empenho em fazer com que o Brasil e o mundo reconheçam devidamente o brilhantismo do “Primeiro Cientista das Américas”, o Instituto Histórico e Geográfico de Santos esteve presente, na pessoa de seu presidente, Paulo Gonzalez Monteiro, nas homenagens que foram prestadas, na última quarta-feira (dia 26), ao inventor do balão.
Paulo Monteiro proferiu uma palestra sobre a história de Bartholomeu de Gusmão e a conquista dos ares, desde o primeiro balão até a navegação espacial, no Clube de Aeronáutica, no Rio de Janeiro. A explanação foi encerrada com imagens das comemorações do Tricentenário da Invenção do Balão, celebradas de 03 a 08 de agosto, em Santos.
Outro assunto abordado foi sobre a mudança do local de sepultamento de Bartholomeu. “ Não estamos medindo esforços para trasladar os restos mortais desse santista ilustre, que hoje se encontram na cripta da Catedral da Sé, em São Paulo, para sua cidade natal, ” declarou.
Complementado pelo lançamento da medalha comemorativa dos 300 anos de balonismo - realização do Clube da Medalha e da Casa da Moeda do Brasil – além de palestra de Leonel Brites, membro da Comissão Brasileira de Balonismo, o evento fez parte das homenagens que o Comando da Aeronáutica e o Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica prestam ao “Primeiro Cientista das Américas”.
APRESENTAÇÃO DO AERÓSTATO
No dia 3 de agosto de 1709 foi realizada a primeira apresentação do aeróstato. O pequeno balão de papel aquecido por uma chama, no entanto, incendiou-se antes de alçar voo. Dois dias depois, nova tentativa foi bem-sucedida. No dia 8 de agosto, a experiência foi realizada na Sala das Embaixadas, diante de D. João V e da rainha D. Maria, além de outros membros da corte, como o núncio apostólico em Lisboa, cardeal Michelangelo Conti, futuro papa Inocêncio XIII.
O balão ergueu-se lentamente, gerando espanto aos presentes e criados do palácio, que temerosos com a possibilidade de um incêndio, se lançaram contra o engenho antes que este chegasse ao teto. Finalmente, no dia 3 de outubro, ao ar livre, o balão a ar quente desenvolvido por Bartholomeu de Gusmão saiu do pátio da Casa da Índia, indo pousar no terreiro do Paço Real.
QUEM FOI BARTHOLOMEU DE GUSMÃO
Bartholomeu Lourenço nasceu na Vila de Santos em dezembro de 1685, filho de Francisco Lourenço e de sua mulher Maria Álvares. Fez os estudos primários na Vila, seguindo para o Seminário de Belém (Bahia), onde terminou o curso de Humanidades, sob a orientação do padre Alexandre de Gusmão. Em sua homenagem, Bartholomeu, juntamente com o irmão Alexandre e a irmã Joana, adotaram o sobrenome Gusmão.
Entre 1708 e 1709, o cientista embarcou para Lisboa com o intuito de aperfeiçoar seus conhecimentos. Na Universidade de Coimbra realizou estudos de Ciência Matemática, Ciências de Astronomia, Física, Química, Mecânica, Física e Filologia. Foi em Portugal que Bartholomeu se ordenou padre secular, originando daí seu apelido, Padre Voador. Faleceu em 19 de novembro de 1724, em Toledo, na Espanha, aos 39 anos. |
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