Miguel Couto nasceu na cidade do Rio de Janeiro, a 1º de maio de 1864. Era filho de Francisco de Oliveira Couto e de Maria Rosa do Espírito Santo. Faleceu no Rio de Janeiro, a 6 de junho de 1934.
Freqüentou o Colégio Briggs ingressando, a seguir, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, da qual se tornaria lente, por concurso, no ano de 1898. Na cadeira de Clínica Médica substituíra Francisco de Castro, notável expressão da cultura médica no início do século atual.
O professor Miguel Couto era poliglota e profundo conhecedor da língua portuguesa. Participou de vários congressos de Medicina nos quais se destacou pela sua competência profissional, sendo considerado um dos mais notáveis clínicos de sua época.
Apóstolo da educação nacional combateu, também, a imigração japonesa, que considerava poder vir a constituir sério perigo para o Brasil, em oposição ao pensamento do seu colega de Medicina, o professor Bruno Lobo.
Ainda antes da Revolução de outubro de 1930, proferira Miguel Couto, na Associação Brasileira de Educação, o mais conceituado clínico do Rio de Janeiro, proferira na Associação Brasileira de Educação, a 2 de julho de 1927, uma conferência em que apresentava um projeto sobre educação, largamente distribuído em todas as escolas normais e institutos profissionais da então Capital Federal. Era sugerida, nesse documento, a criação do Ministério da Educação, com "dois departamentos: o do ensino e o da higiene".
A 14 de novembro de 1930, um decreto do Chefe do Governo Provisório da República criava "uma Secretaria de Estado, com a denominação de Ministério da Educação e Saúde Pública, sem aumento de despesa".
Praticamente, o apelo de Miguel Couto na Associação Brasileira de Educação começara a dar os seus frutos.
O famoso "Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova", lançado em 1932, reproduziu o que já pregara Miguel Couto cinco anos antes: "Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobleva em importância e gravidade o da educação".
Eleito deputado federal na Constituinte que elaboraria a Constituição de 16 de julho de 1933, continuou o eminente clínico a defender suas idéias sobre educação e problemas da imigração japonesa.
Presidiu Miguel Couto a Academia Nacional de Medicina durante 21 anos consecutivos.
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